A igreja cristã na região do Mediterrâneo foi organizada sob cinco patriarcas, os bispos de Jerusalém, Antioquia, Alexandria, Constantinopla e Roma. As antigas comunidades cristãs foram, então sucedidas pela "sociedade cristã", o cristianismo passou de religião das minorias para então se tornar em religião das multidões. Com a decadência do Império os bispos pouco a pouco foram assumindo funções civis de caráter supletivo e a escolha do bispo passou a ser mais por escolha do clero do que pela pequena comunidade, segundo as fórmulas antigas. Por essa época não foram poucas as intervenções dos nobres e imperadores nas suas escolhas. Figuras expressivas da vida civil foram alçadas à condição de bispo, exemplo disto foram Santo Ambrósio, governador da Alta Itália que passou a bispo de Milão; São Paulino de Nola, ex-cônsul e Sidônio Apolinário, genro do imperador Avito e senhor do Sul das Gálias, que foi eleito bispo de Clermont-Ferrand.
No início da Idade Média o Cristianismo sofreu ingerências dos senhores feudais, tanto nos bispados como na Santa Sé o que levou a vida eclesiástica a sofrer uma decadência moral.
Os séculos XII e XIII formaram o apogeu clássico da cristandade medieval. Inocêncio III é a figura que desponta nesta época. Por este tempo reuniram-se concílios, surgiram as universidades, foram fundadas ordens religiosas de renome a de São Francisco de Assis, de São Domingos de Gusmão, São Bruno fundou a Cartuxa, e São Bernardo de Claraval, talvez o personagem europeu de maior importância do século XII, deu notável impulso à Ordem de Cister. Surgiram ainda a Ordem das Mercês (Mercedários), os ermitãos de Santo Agostinho, e a Ordem do Carmo dentre outras. Surge também a "Escolástica", é o tempo de Alberto Magno e de Tomás de Aquino e a Suma Teológica e do primeiro "código canônico" (Decretais de Gregório IX), recompilado por São Raimundo de Penhaforte. Surge a Universidade de Paris que tem os seu privilégios reconhecidos pelo Papa Inocêncio III, em 1215, e as de Oxford, Bolonha e Salamanca.
Catedral de Notre-Dame de Paris, demonstração da piedade cristã medieval.
São deste tempo as Cruzadas, os Templários, os Hospitalários, as Ordens Militares e o "cavaleiro cristão" de que El Cid, Rodrigo Dias de Vivar, é o clássico modelo. O Papa concedia graças especiais aos combatentes, e nelas se envolveram príncipes e povos numa demonstração supranacional do elevado grau de seriedade da religiosidade da época. Também na Península Ibérica durante a reconquista os Papas decretaram algumas cruzadas contra o Islã, a mais famosa delas foi a batalha de Navas de Tolosa em 1212.
A decadência das cruzadas coincide com o movimento das missões. São Francisco de Assis consegue com o anúncio do Evangelho e o exemplo da caridade o que as armas não alcançaram. Aparecem as grandes Catedrais, a arte medieval é praticamente exclusiva arte sacra e têm lugar as grandes peregrinações com sentido penitencial: ao Santo Sepulcro, aos túmulos de São Pedro e São Paulo, em Roma e a Santiago de Compostela.
Não conseguimos admitir a imposição da crença forjada no medo, na coação e nos mais variados tipos de ameaças. Privar seres humanos do direito da dúvida, da interpelação e das respostas aos porquês, é realmente insustentável no século em que vivemos. O fundamentalismo religioso precisa de ciência. Seu apelo moral não será persuasivo se parecer incoerente aos olhos de pessoas com um mínimo de instrução Caso contrário continuará a ser uma religião imposta pela família e pela sociedade. Tipo: Todos devemos ter fé e uma religião, e esta deverá ser a "X" porque nossa família ou sociedade acredita nela. Se nos acreditamos, VOCÊ TEM QUE ACREDITAR.
Este texto foi copiado de uma revista de grande circulação nacional:
As maiores esperanças de desvendar o lado obscuro e alegórico sobre Cristo e o cristianismo estão nas escavações arqueológicas. Em 1945, nas cavernas de Nag Hammadi, no Egito, encontrou-se uma biblioteca cristã do século IV, em língua copta, com vários evangelhos apócrifos, aqueles não incluídos no Novo Testamento. Nas cavernas de Qumran, em Israel, foram achados os Manuscritos do Mar Morto, a biblioteca de um convento da seita judaica dos essênios, com textos de 152ac., a 68dc., cuja decifração até hoje não foi concluída. Os manuscritos do Mar Morto também ignoram Jesus, mas revelam a cultura sobre a qual o cristianismo se erigiu. No início de 1966, mais quatro cavernas funerárias dos séculos II e Iac., foram descobertas e ainda poderão surgir outras.
A tese é polemica, mas a maioria dos pesquisadores está convencida de que os quatros evangelistas oficiais da Igreja do Novo Testamento - MARCOS, MATEUS, LUCAS e JOÃO - não foram escritos por seus autores. São muito provavelmente, compilações de mensagens anônimas ou atribuídas aos apóstolos, orais ou escritas, dos séculos I e II. O nomes dos quatro evangelistas apenas identificam conjuntos de ensinamentos (creditados a cada um deles) escritos e reescritos pelas comunidades, sucessivamente.
O evangelho de MARCOS é o mais antigo dos quatro, escrito por volta do ano 70d.c.. O de MATEUS é do ano 80 ou 90, o de LUCAS ano 80 a 90 e o de JOÃO foi escrito depois dos 90. Os quatro contêm material suficiente para levar fé ao coração das pessoas abertas, mas não para escrever uma biografia de Jesus, segundo o teólogo Luke Johnson, autor de The Real Jesus.
1 - SÃO MATEUS - Escrito na Síria, em Antióquia, nos anos 70 e 80, em grego. Seu público é o das comunidades cristãs e judaicas. Testemunha o afastamento dos cristãos das sinagogas. A discussão da interpretação da nova lei de Jesus indica que cristãos e judeus estão se diferenciando.
2 - SÃO MARCOS - Escrito na Galiléia, por volta do ano 70, em grego, revela tradições orais fixadas recentemente, em relação ao tempo em que foi escrito. Reinterpreta a saga de Jesus e sua pregação para comunidades cristãs em crise com a guerra judaica contra Roma. Esfria a expectativa do fim do mundo e reacende a esperança no Reino de Deus.
3 - SÃO JOÃO - escrito na Síria, depois da década de 90, em grego. Apresenta um Jesus esotérico, místico e enigmático, que realça sua presença na comunidade na forma de Espírito Santo. Os discursos são longos e as narrativas amplas. Os monólogos mostram uma religiosidade mística, gnostica e esotérica, quase oriental.
4 - SÃO LUCAS - Escrito em Éfeso, nos anos 80 a 90, em grego, o melhor grego dos quatro evangelhos. É a primeira parte de uma obra mais ampla que inclui os Atos dos Apóstolos. Mostra o cristianismo como um movimento da Galiléia para Jerusalém, Antiópia, Ásia Menos, Grécia e Roma. Triunfa sobre a dispersão provocada pelo fim do mundo que não veio e afirma o futuro das comunidades cristãs.
A grande quantidade de textos era um problema para a Igreja que estava nascendo. Havia muitas comunidades, ritos e evangelhos diluindo a doutrina e favorecendo o aparecimento de dissidências e heresias. Por isso, aos poucos, tornou-se necessário escolher alguns e canonizá-los de acordo com suas conveniências, tornando-os santos. Muitos ficaram de fora. Há mais de 60 evangelistas APÓCRIFOS como o de Tomé, Pedro, Felipe, Tiago, dos Hebreus, dos Nazarenos, dos Doze, dos Setenta que não entraram para o Novo Testamento.
Este texto foi copiado de uma revista de grande circulação nacional:
As maiores esperanças de desvendar o lado obscuro e alegórico sobre Cristo e o cristianismo estão nas escavações arqueológicas. Em 1945, nas cavernas de Nag Hammadi, no Egito, encontrou-se uma biblioteca cristã do século IV, em língua copta, com vários evangelhos apócrifos, aqueles não incluídos no Novo Testamento. Nas cavernas de Qumran, em Israel, foram achados os Manuscritos do Mar Morto, a biblioteca de um convento da seita judaica dos essênios, com textos de 152ac., a 68dc., cuja decifração até hoje não foi concluída. Os manuscritos do Mar Morto também ignoram Jesus, mas revelam a cultura sobre a qual o cristianismo se erigiu. No início de 1966, mais quatro cavernas funerárias dos séculos II e Iac., foram descobertas e ainda poderão surgir outras.
A tese é polemica, mas a maioria dos pesquisadores está convencida de que os quatros evangelistas oficiais da Igreja do Novo Testamento - MARCOS, MATEUS, LUCAS e JOÃO - não foram escritos por seus autores. São muito provavelmente, compilações de mensagens anônimas ou atribuídas aos apóstolos, orais ou escritas, dos séculos I e II. O nomes dos quatro evangelistas apenas identificam conjuntos de ensinamentos (creditados a cada um deles) escritos e reescritos pelas comunidades, sucessivamente.
O evangelho de MARCOS é o mais antigo dos quatro, escrito por volta do ano 70d.c.. O de MATEUS é do ano 80 ou 90, o de LUCAS ano 80 a 90 e o de JOÃO foi escrito depois dos 90. Os quatro contêm material suficiente para levar fé ao coração das pessoas abertas, mas não para escrever uma biografia de Jesus, segundo o teólogo Luke Johnson, autor de The Real Jesus.
1 - SÃO MATEUS - Escrito na Síria, em Antióquia, nos anos 70 e 80, em grego. Seu público é o das comunidades cristãs e judaicas. Testemunha o afastamento dos cristãos das sinagogas. A discussão da interpretação da nova lei de Jesus indica que cristãos e judeus estão se diferenciando.
2 - SÃO MARCOS - Escrito na Galiléia, por volta do ano 70, em grego, revela tradições orais fixadas recentemente, em relação ao tempo em que foi escrito. Reinterpreta a saga de Jesus e sua pregação para comunidades cristãs em crise com a guerra judaica contra Roma. Esfria a expectativa do fim do mundo e reacende a esperança no Reino de Deus.
3 - SÃO JOÃO - escrito na Síria, depois da década de 90, em grego. Apresenta um Jesus esotérico, místico e enigmático, que realça sua presença na comunidade na forma de Espírito Santo. Os discursos são longos e as narrativas amplas. Os monólogos mostram uma religiosidade mística, gnostica e esotérica, quase oriental.
4 - SÃO LUCAS - Escrito em Éfeso, nos anos 80 a 90, em grego, o melhor grego dos quatro evangelhos. É a primeira parte de uma obra mais ampla que inclui os Atos dos Apóstolos. Mostra o cristianismo como um movimento da Galiléia para Jerusalém, Antiópia, Ásia Menos, Grécia e Roma. Triunfa sobre a dispersão provocada pelo fim do mundo que não veio e afirma o futuro das comunidades cristãs.
A grande quantidade de textos era um problema para a Igreja que estava nascendo. Havia muitas comunidades, ritos e evangelhos diluindo a doutrina e favorecendo o aparecimento de dissidências e heresias. Por isso, aos poucos, tornou-se necessário escolher alguns e canonizá-los de acordo com suas conveniências, tornando-os santos. Muitos ficaram de fora. Há mais de 60 evangelistas APÓCRIFOS como o de Tomé, Pedro, Felipe, Tiago, dos Hebreus, dos Nazarenos, dos Doze, dos Setenta que não entraram para o Novo Testamento.